As Gaivotas by José Ribeiro Ferreira

By José Ribeiro Ferreira

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Ntimo desejo de sem retorno romper O limite que susta e que encerra. Nos barcos por esse mar azul... Carne e osso agarra-nos à terra. Espírito somos nos longes dela: A eterna ânsia de tempo que não chega. Nos barcos por esse mar azul... 30 E sempre o aqui nos encontra No partir e no sonho... No dobrar da curva Sempre o vazio e o desejo À espera de outra curva. Nos barcos por esse mar azul... Dobram os barcos as rochas da falésia. E em roda volitam as gaivotas Ou planam no azul distante. E os olhos partem, sôfregos de lonjura.

51 Lagos Nos céus de Lagos, no seu azul suave, As gaivotas são pontos e traços no infinito, Em complexas geometrias se cruzam Precisas e sem erros ou enganos. No declive suave das encostas Debruçam-se as casas atentas E espelham-se no miúdo revérbero das águas. Descem em alvas escadas até ao porto. A cidade revê-se vaidosa na concha da baía. Por momentos, tropeçam os olhos descuidados Nos campanários de Santa Maria e Santo António. 53 As gaivotas planam na brisa da tarde E signos traçam de ocultas mensagens: O silêncio da escrita no rigor das imagens.

Que espera vos detém e vos sofreia? Ao balouçar das quilhas e do tempo Nas amarras e mastros ancoradas, Embalam a vida no calor da manhã Ou saúdam os raios fugidios da tarde? Em suas asas adeja a madrugada A abraçar a terra de luz e limpidez. 33 2 Partam também os barcos e regressem. No mar cor de vinho não naufrague Não feneça nunca A esperança dia a dia acalentada. Asas imponderáveis de vento e precisão A vencer os voláteis grãos do tempo Sem temor do fugaz fluir frágil.. Planam nos céus de Lagos as gaivotas.

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